11ª ECONOFARMA reúne cerca de 10 mil visitantes em São Paulo

 
Texto: Emerson Escobar

Fotos: Divulgação

 

Em 13 e 14 de junho, São Paulo sediou a mais completa feira nacional do varejo farmacêutico – a ECONOFARMA. Segundo a organizadora, PH Eventos, a 11ª edição reuniu em torno de 10 mil visitantes, o que representa um aumento de 10% na comparação com 2012.

Aberto a proprietários de farmácias (farmacistas), diretores e gestores de redes, gerentes, farmacêuticos e compradores, o evento contou com 150 expositores, que aproveitaram a oportunidade para apresentar novidades em produtos e inovações em serviços, além de estreitar relacionamento, firmar parcerias e efetivar negócios com o varejo farmacêutico nacional (lojas independentes, associativas, franqueadas e de grandes corporações).

Com relação ao volume de negócios movimentado durante os dois dias de evento, o Diretor Comercial da PH Eventos, Paulo Heitor L. Bruno (na foto abaixo), garante que também houve crescimento de 10% sobre o montante registrado na 10ª ECONOFARMA.

O executivo atribui o sucesso desta edição da ECONOFARMA à aliança de três pontos fundamentais para o desenvolvimento do setor como um todo, que são relacionamento, informação e negócios. Para o Presidente da FEBRAFAR, Edison Tamascia (na foto abaixo), o sucesso da feira, a cada ano, deve-se ao fato de os empresários já compreenderem que é preciso investir em atualização e em parcerias sólidas para prosperar neste mercado tão dinâmico.

Contudo, para integrar ainda mais o varejo aos mais diversos players do mercado (prestadores de serviços, desenvolvedores de soluções tecnológicas, empresas de móveis e instalações para farmácias, gráficas, agências e editoras de publicações especializadas, entre outros), a 11ª ECONOFARMA trouxe mais conteúdo e informação aos visitantes, através da Drogaria Modelo, estrutura montada dentro da feira para demonstrar na prática as tendências e oportunidades do PDV moderno, e do Ciclo de workshops ministrados por grandes especialistas do setor, cujas temáticas voltaram-se à realidade e ao futuro do mercado farmacêutico.

DROGARIA MODELO

Projeto inédito em feiras do varejo farmacêutico, a Drogaria Modelo consiste em uma estrutura que retrata fielmente um ponto de venda (PDV) ideal, com características inovadoras, ambientação adequada e em conformidade com as leis que regem o setor.

“A montagem de uma drogaria com o que há de mais moderno em mix de produtos, mobiliário e layoutização agrega grande valor aos participantes no que se refere, principalmente, à correta exposição de produtos, à adequada ambientação e à eficiente comunicação visual do estabelecimento como um todo”, explica a Gerente Operacional da PH Eventos, Valéria Wanderley (na foto abaixo).

Através da Drogaria Modelo, os visitantes da feira puderam conferir como implantar uma gestão eficiente no PDV e como o fortalecimento de parcerias com os fornecedores pode trazer lucratividade para o estabelecimento, assim como podem garantir a manutenção da saúde e do bem-estar e, ainda, gerar economia para os clientes.

A executiva não poupou elogios, não somente à Drogaria Modelo como ao nível de visitação da feira. “A qualidade dos visitantes desta edição da ECONOFARMA excedeu as nossas expectativas. O público estava muito focado e interessado nas tendências do mercado, aproveitou as oportunidades de aprendizado e deu muita ênfase à Drogaria Modelo. Ficamos felizes em ver a receptividade do farmacista a este novo espaço de conhecimento”, comemorou.

WORKSHOPS

Outro destaque da 11ª ECONOFARMA ficou por conta dos quatro workshops que foram conduzidos por renomados palestrantes do nosso mercado, a começar pela executiva de Trade da Divisão Farma da Hypermarcas, Elizângela Kioko (na foto abaixo).

Kioko discorreu a cerca de 300 espectadores sobre como o empresário pode melhorar a experiência de compra, atender às exigências de consumo e superar as expectativas do shopper no canal Farma – haja vista que, segundo levantamento feito por uma consultoria do segmento, entre 91% e 92% dos clientes entram numa farmácia para adquirir medicamentos; entre 6% e 8%, buscam artigos do setor de Higiene e Beleza e, de 1% a 2% procuram nestes estabelecimentos outros produtos.

Ainda sobre o shopper, a executiva também falou sobre sua percepção de valor de compra, seu tempo médio de permanência e circulação dentro de uma farmácia e ressaltou a importância da interação do cliente com o PDV para o sucesso nas vendas.

Com relação ao mercado farmacêutico, Kioko apresentou um ranking econômico de medicamentos, onde expôs que, segundo o instituto IMS Health, o Brasil é o 6º mercado global, sendo o segundo maior país dentre os emergentes – sobretudo, devido à maior expectativa de vida da população. Embora não deva haver aumento no número de lojas (hoje, cerca de 70 mil), a consultoria prevê que o mercado dobre de tamanho nos próximos cinco anos.

Após explanações acerca das categorias de produtos preferidas pelo consumidor do canal farma, Kioko revelou que 37% dos clientes efetuam a compra de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) por reposição (para abastecer a ‘farmacinha’ de casa) e que, segundo pesquisa realizada pelo departamento de marketing da Hypermarcas, 48% das compras de MIPs não é planejada.

Entre os principais desafios para melhorar a relação com o consumidor e gerar maior rentabilidade à farmácia, ela apontou como desafios o estabelecimento de um padrão de loja, educação voltada para que a população explore mais os nichos disponíveis e o desenvolvimento de uma cultura específica para o autosserviço.

Por fim, a executiva apresentou a cinquentenária rede nova-iorquina Duane Reade, subsidiária da gigante norte-americana Walgreens, como um case em experiência de compra. “Na Duane, 30% do espaço da loja é composta por MIPs”, afirmou. Para melhorar a percepção do consumidor para com estes medicamentos, Kioko comentou que a árvore de decisão do shopper é por sintomas (dor, febre, gripe, etc). “A proposta ideal de exposição destes produtos no PDV é por cores, algo que psicologicamente levam as pessoas a associarem aos sintomas os quais pretendem eliminar”, concluiu.

A especialista em varejo Silvia Osso (na foto abaixo) também reforçou o time de palestrantes da ECONOFARMA. Com a palestra “A Revolução do PDV em alguns pontos”, a autora de livros conceituados, como “Atender bem dá Lucro”, “Programa Prático de Marketing para Farmácias” e “Administração de Recursos Humanos”, explicou o projeto ACADEMS (Academia EMS de Consultoria e Treinamento), uma das iniciativas do EMS para capacitar e colaborar com a profis¬sionalização dos pontos de venda que necessitam aperfeiçoar o seu processo de gestão e praticar um atendimento mais eficiente à clientela, além de ressaltar os meandros que englobam e impactam o comércio varejista de medicamentos.

A consultora de empresas traçou um paralelo entre as turbulências observadas na economia do país (alta da inflação, valorização do dólar, retração da mão de obra) e as transformações do mercado farmacêutico (legislação do setor, fiscalização sanitária, aquisições e fusões, concentração de mercado), fatores que todo o empresariado tem de enfrentar para prosperar. E, inclusive, destacou alguns fatores críticos que devem ser avaliados pelos donos de farmácias, tais como a importância de se ter um sistema de gestão eficiente, de se cuidar do mix de produtos que integram o estoque da loja, promover um eficaz gerenciamento de categorias e investir maciçamente em treinamento dos funcionários.

“Temos que repensar o nosso negócio e, para isto, temos que ficar de olho nas tendências do mercado. Contudo, se não houver um direcionamento para o negócio (foco), se as ações não forem implantadas com agilidade (velocidade) e se não houver disciplina, não há como repensar o próprio negócio”, frisou.

Entre os principais desafios a serem superados, Osso foi categórica: “Temos que agir mais e prometer menos; a nossa loja tem que ser mais eficiente, mais competitiva, mais sustentável; o PDV tem que ser fácil de comprar; os produtos têm de ser facilmente encontrados pelos clientes; a loja tem que ser mais informativa, mais envolvente, mais estimulante, mais simpática – pois há várias pistas que o cliente deixa e que não percebemos”. Ela concluiu a apresentação com um importante aviso: “nós precisamos ser diferentes da concorrência, sim, mas também temos de ser especiais para os nossos clientes. O importante nesta revolução é despertar o desejo para conseguir vender cada vez mais!”

Proferido pelo Supervisor de treinamentos do laboratório EMS, Rodrigo M. Fagundes (na foto abaixo), o workshop: Inovação do Mercado, Comportamento do Consumidor e Capacitação Profissional, expôs o atual perfil de compra do consumidor, além de traçar um paralelo entre fatos históricos e o desenvolvimento do mercado farmacêutico.

Durante sua apresentação, fez breve análise do cenário global, nas áreas social, econômica e política frente aos progressos do mundo, e no que impacta nas mudanças de perfil do consumidor. Fagundes falou sobre a representatividade dos medicamentos genéricos e de marca (referência) dentro do mercado farmacêutico e as novas tecnologias que estão disponíveis às farmácias no mundo moderno.

O executivo informou que o mercado farmacêutico mundial dobra a cada dez anos e estimou que os gastos com medicamentos – impulsionados pelos mercados emergentes – devem chegar a R$ 1,2 trilhão em 2016. “Em 2006, ocupávamos a 10ª posição no ranking mundial. Daqui a três anos, o Brasil será o quarto mercado, ficando atrás somente do Japão, China e EUA”, apontou com base em estudos mercadológicos.

Ele  fez um alerta relacionado à importância em destinar investimentos à divulgação de massa e destacou a importância de ser conhecer e explorar os vários tipos de mídias, inclusive as redes sociais. “Além de comprar melhor, o dono de farmácia tem que saber vender melhor”, enfatizou.

O ex-presidente da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Dr. Dirceu Raposo de Mello (na foto abaixo), fechou o ciclo de workshops da 11ª ECONOFARMA com chave de ouro.

Presidente da Brasnutri (Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais), ele apresentou as oportunidades do mercado de suplemento alimentar, agregando aspectos de qualidade e tecnologia científica, aspectos dos produtos, pontos de venda e diretrizes estabelecidas pela ANVISA.

Mello falou a respeito do dia a dia do varejo farma, a diversificação do mix em acordo com a regulamentação vigente, as estratégias de fidelização através da agregação de valor ao serviço prestado ao consumidor, além do papel do farmacêutico e o futuro da farmácia como um estabelecimento qualitativamente preparado para oferecer assistência à saúde.

A 11ª Econofarma foi realizada no Palácio de Convenções do Parque Anhembi, na zona norte de São Paulo, e teve seu encerramento marcado por um sorteio de prêmios.

 

ECONOFARMA EM 2014

Ao final da 11ª ECONOFARMA, os organizadores anunciaram que em 2014 a ECONOFARMA será promovida nos dias 21 e 22 do mês de agosto. O local será mantido e a previsão da PH Eventos é que haja incremento de 10% tanto no índice de visitação como no volume de negócios.

Devido à grande demanda, a organizadora já deu início à venda de estandes para a 12ª edição desta que é a mais completa feira nacional do varejo farmacêutico. Para obter informações gerais sobre a ECONOFARMA ou outros eventos da PH Eventos, ligue para (12) 3621-5117 ou acesse o site www.pheventosbr.com.br .

SERVIÇO

11ª ECONOFARMA

Data: dias 13 e 14 de junho de 2013

Local: Palácio das Convenções do Parque Anhembi

End.: Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana – São Paulo – SP

Tel.: (12) 3621-5117 (PH Eventos)

Site oficial: www.econofarma.com.br



Deixe uma resposta