A Febrafar segundo o associativismo no Brasil

O associativismo é a grande saída para o varejo independente. Este é o posicionamento de Edison Tamascia, empresário do varejo farmacêutico, presidente da rede administradora de farmácias Farmarcas e presidente da Federação Brasileiras das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (FEBRAFAR).

Com base em sua experiência de mais 20 anos no associativismo farmacêutico, Tamascia acredita que a melhor forma das lojas independentes combaterem os desafios impostos pelo mercado é se aliando a um grupo que possa lhe trazer benefícios. “Não precisa ser da FEBRAFAR, mas precisamos estar ligados a um agrupamento”.

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Tamascia explicou durante uma palestra sobre Associativismo no Brasil, que como seres gregários, os seres humanos procuram se unir desde os primórdios de sua existência para sobreviver ao ambiente hostil. “Qualquer iniciativa que promove a união de pessoas com objetivo de buscar benefício do grupo é um associativismo”, afirma.

No caso do mercado farmacêutico, existem vários grupos com a finalidade de proteger os empresários, mas com objetivos diferentes: Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), representa os distribuidores regionais; Associação Brasileira do Atacatado Farmacêutico (Abafarma), representa as distribuidoras nacionais; Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma), representa o varejo farmacêutico politicamente; Associação Brasileira Redes Farmácias Drogaria (Abrafarma), representando as grandes redes de farmácia; e a FEBRAFAR, hoje representa agrupamentos de associativismo, franquias e licenciamento de marca.

Todas elas têm algo em comum: objetivos claros e motivação dos associados. Segundo Edison, é isso que diferencia uma rede de sucesso, pois se os associados não são comprometidos com o que eles se propõem a fazer, provavelmente a rede será uma instituição sem grandes feitos.

A FEBRAFAR surgiu em 2000 com o objetivo de trazer para o grupo uma gestão mais aprimorada. A ideia era ser uma entidade de fomento. Tamascia lembra que a primeira preocupação das redes inicialmente é o valor do desconto nas compras. Mas ele ressalta que esta mentalidade pode ser fatal. O mais adequado é pensar em como melhorar as vendas para, então, ter melhor condições de negociação com os fornecedores.

Para promover este controle das vendas das associadas, a FEBRAFAR vem desenvolvendo ao longo de sua história uma série de ferramentas. O Painel de Aferição de Indicadores (PAI) compila as informações de todas as lojas e desenvolve indicadores para mostrar ao lojista a posição de seu negócio (vendas, gastos, controle) com relação a seus pares. O PAI permite ao empresário saber se a sua loja está no caminho certo e o que precisa melhorar. Para Tamascia, esta é uma ferramenta fundamental para a existência de uma farmácia no mundo atual.

Outra ferramenta que trouxe grande benefício para redes associadas à FEBRAFAR é o Programa de Estratégias Competitivas (PEC), um sistema de cartão fidelidade que, em quatro anos, já tem  11.399.716 pessoas cadastradas. “Em cada farmácia que implementamos o cartão temos aumento considerável nas vendas. Isso só é possível porque tem uma associação por trás”, explica Tamascia.

No total, a FEBRAFAR disponibiliza nove ferramentas para os associados. Além do PAI e do PEC também se destacam o Sistema Integrado de Gestão (SIG) – sistema de gerenciamento de compra coletiva –; o Sistema Integrado de Compras (SIC) gerencia compras por meio de ofertas pré-negociadas junto às distribuidoras e indústrias cadastradas; e o Acompanhamento Corporativo de Demandas (Acode) que fornece informações precisas do comportamento de compra dos associados. “A qualidade da negociação com os fornecedores fica muito melhor e mais justa”, salienta Tamascia.

Atualmente, as farmácias das redes associadas estão atualmente em 48% dos munícipios brasileiros, o que representa o alcance à 78% da população brasileira. São 56 redes associadas com 9.194 lojas afiliadas. Com isso se consegue uma grande capilaridade, estando presente em 2.655 dos 5.570 municípios brasileiros e em 26 estados. Em relação à população atingida nessas cidades, a representatividade se torna ainda maior, sendo que a soma da população dessas cidades atinge o número de 161 milhões de pessoas, enquanto todo o país possui 206 milhões de habitantes.

Fonte: Assessoria de Comunicação FEBRAFAR



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