Farmacêutica Mundipharma aposta alto e desembarca no Brasil

Da Redação

A farmacêutica Mundipharma, especializada em desenvolver medicamentos que aliviam a dor causada pelo câncer e outras enfermidades, inaugurou na última quinta (27) o primeiro escritório no Brasil, mais precisamente em São Paulo. A companhia já chega com uma estrutura de 100 funcionários, sendo 80 deles voltados para a força de vendas, comandada pelo gerente geral, Amaury Guerrero.

O analgésico Oxycontin, por enquanto, é o único produto que está em circulação no Brasil, por meio de distribuidores, mas a companhia planeja lançar entre 15 a 17 drogas em cinco anos. Os primeiros serão direcionados para completar o portfólio de gerenciamento da dor, core business da empresa no mundo.

De acordo com o último estudo da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), a dor crônica afeta em média 40% dos brasileiros, um número que varia de acordo com cada região do País. A dor crônica afeta de 20% a 30% da população mundial.

Oncologia, doenças respiratórias, artrite e OTC serão outros nichos de atuação da multinacional, que fatura aproximadamente US$ 4,5 bilhões e é composta por companhias associadas independentes espalhadas pelos Estados Unidos, Europa, Ásia e, agora, na América Latina (AL). Além do Brasil, considerado o “hub” para a AL, Colômbia e México também já estão prontos para operar.

De acordo o diretor da Mundipharma para Ásia-Pacífico, Oriente Médio, Norte da África e América Latina, Raman Singh, a estrutura organizada em associadas gera flexibilidade de atuar localmente, sem deixar de pensar globalmente. “Todas as estratégias e pesquisas são globais, mas o modelo de negócio é estruturado de acordo com as necessidades dos pacientes de cada região”, diz.

Com menos de 5% das vendas globais, a Mundipharma chega na AL para mudar este cenário e atingir cerca de 30% em cinco anos. Para isso, a estratégia é não mais trabalhar com distribuidores para comercializar por meio de unidades próprias. Argentina, Venezuela e Chile são os próximos países no radar da farmacêutica.

O gerente do Brasil, Amaury Guerrero, admite estar prospectando aquisições e alianças com outros laboratórios para a comercialização de produtos. Além disso, a companhia não descarta a possibilidade de fabricar no Brasil.

Um laboratório de controle de qualidade em São Paulo é outra novidade em andamento, previsto para ser inaugurado no ano que vem. Para manter um forte pipeline, a Mundipharma investe atualmente 14% do seu faturamento global em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). Os centros de pesquisa estão localizados nos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.

Para mais informações, acesse o site www.mundipharma.com.br

Fontes: Folha de S. Paulo e Saúde Web



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