Farmacêutica Sandoz quer reforçar marca no Brasil

Da Redação

 

A farmacêutica Sandoz, braço de medicamentos genéricos da suíça Novartis, quer se consolidar como uma marca forte no Brasil. Segunda maior produtora de genéricos do mundo, o desempenho da companhia no país ainda deixa a desejar – a empresa aparece como a oitava nesse segmento no mercado nacional, de acordo com levantamento da consultoria IMS Health.

Conforme disse o presidente global do grupo, Jeff George, a farmacêutica quer reforçar sua posição como produtora de medicamentos de alta tecnologia, caso dos biossimilares (versão genérica de remédios biológicos) e de produtos injetáveis, sobretudo os voltados para tratamento de câncer. “O mercado brasileiro é considerado estratégico para a Sandoz.”

Entre as dez maiores companhias de genéricos do país, a Sandoz é a única multinacional a comercializar no Brasil medicamento biossimilar já enquadrado na nova regulamentação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Nesse segmento, a empresa ainda não tem concorrente direto no país. As recém-criadas companhias nacionais – Bionovis e Orygen – estimam colocar seus biossimilares no mercado nos próximos meses.

Maior produtora global de biossimilares e injetáveis, a Sandoz comercializa desde 2011 no país o hormônio de crescimento Omnitrope. O mercado de biossimilar no Brasil gira em torno de US$ 1,6 bilhão, segundo estimativas do grupo, considerando que 66% das moléculas de produtos biológicos no mercado nacional vão perder suas patentes este ano. No mercado internacional, a Sandoz tem três produtos biossimilares e em seu pipeline possui de oito a dez moléculas em desenvolvimento, das quais seis em estudos clínicos na fase 3 (mais avançada). “A empresa está preparada para atender a esse segmento com produtos de alta tecnologia”, disse George.

De acordo com o executivo, a receita com as vendas de medicamentos no Brasil cresceu 29% em 2012, considerado um desempenho excepcional pelo grupo. A companhia não divulga o faturamento por país. O Valor apurou que as vendas de genéricos da Sandoz no país ficaram em torno de US$ 230 milhões no ano passado. O segmento de genéricos de marca (similares) avançou 92% no ano passado. “A participação das vendas do Brasil no faturamento global do grupo ainda está entre os 15 maiores, mas deverá ficar entre os dez a partir de 2013”, afirmou o executivo. Os EUA, Alemanha, Rússia, França e Canadá, respectivamente, são os cinco principais mercados do grupo no mundo.

Com uma fábrica no país, instalada em Cambé (PR), essa unidade é considerada centro de excelência no desenvolvimento de orais sólidos, entre eles os contraceptivos hormonais. No ano passado, esta planta produziu mais de 1 bilhão de cápsulas para atender ao crescimento da demanda nacional. “A companhia contratou 140 novos funcionários para atender a maior demanda no mercado nacional”, disse o executivo.

A unidade brasileira absorve cerca de 90% de toda a produção. O restante é exportado. Segundo George, a Sandoz tem a vantagem de ser uma empresa global com um portfólio amplo e novos em desenvolvimento.

Fonte: Valor Econômico



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