Febrafar fala sobre fitomedicamentos no Guia das Farmácias

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Veja trecho de reportagem do Guia das Farmácias com participação de associada da Febrafar, Pollyanna Tamascia, falando sobre fitomedicamentos

Publicado em 06/10/2016

Veja trecho de reportagem do Guia das Farmácias com participação de associada da Febrafar, Pollyanna Tamascia, falando sobre fitomedicamentos: A busca por uma vida saudável tem sido cada vez mais presente no dia a dia da população. Saem os produtos industrializados e entram em cena os que contêm o mínimo possível de insumos artificiais.

E não é somente com a alimentação que o brasileiro está preocupado; a busca se reflete também quando o assunto é medicamentos. Utilizar plantas na cura de doenças vem sendo praticado ao longo da existência humana e isto faz com que a procura por fitoterápicos, medicamentos que utilizam plantas medicinais, sem a adição de outros ativos sintéticos, aumente.

Enquanto a produção farmacêutica, em 2015, cresceu 12% em faturamento, fechando em R$ 84,3 bilhões, e 6% em unidades, registrando 4,6 milhões de frascos (dados do IMS Health), o mercado de fitoterápicos movimenta cerca de US$ 20 bilhões todos os anos e está em ascensão, principalmente pelo interesse das pessoas por mais qualidade de vida.

Do total faturado pela indústria farmacêutica em 2015, 58% vieram de medicamentos (referência, marca e genéricos); 20%, de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs); e 22%, de higiene, beleza e nutrição. Ainda segundo o IMS, considerando o total do canal farma, os produtos fitoterápicos representam 2% do faturamento global, movimentando R$ 1,6 bilhão em 2015.

Desempenho dos fitos

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas do Setor Fitoterápico, Suplemento Alimentar e de Promoção da Saúde (Abifisa), o mercado de fitoterápicos brasileiro apresentou crescimento em torno de 8% comparado ao mesmo período de 2014, que havia crescido 6,1% em relação ao ano anterior. Ou seja, o segmento vem ampliando o patamar de crescimento. Entre os medicamentos de maior demanda, está a castanha-da-índia. Tem aumentado bastante, segundo levantamento da Abifisa, a procura por suplementos à base de cálcio, polivitamínicos e ômega 3.

O mercado de medicamentos fitoterápicos cresce continuamente. Contudo, segundo analistas do setor, ele tem potencial ainda muito grande não explorado. Segundo a Associação, as prescrições médicas desses medicamentos são inferiores às dos países desenvolvidos. Em boa parte, isso se deve ao desconhecimento da classe médica sobre os efeitos dos fitoterápicos.

A reversão desse quadro passa pelos esforços da propaganda médica pelas indústrias e, sobretudo, pela inclusão da matéria sobre prescrição de fitoterápicos nas grades curriculares das faculdades de medicina.

“As universidades precisam cada vez mais promover a integração com as indústrias, contribuindo com o conhecimento e desenvolvimento técnico-científico da fitoterapia. Não se pode esquecer dos investimentos que a indústria tem feito no varejo, cujo papel se destaca pela importância na comunicação e dispensação de fitoterápicos”, afirma a Abifisa.

Oportunidade lucrativa

Aproveitar esse movimento e aprender a lucrar com os fitoterápicos são desafios para as farmácias e drogarias brasileiras. “Ainda há pouco interesse do varejo farmacêutico em trabalhar com fitoterápicos, que são deixados para as farmácias de manipulação”, afirma a consultora especialista em varejo farmacêutico, Silvia Osso. “Esse baixo interesse ocorre por conta de margens menores, desconhecimento dos clientes e vendedores sobre o assunto e pouca prescrição médica.”

No entanto, segundo especialistas do setor, as empresas podem otimizar seus recursos e ampliar ganhos com medidas simples, como organizar os produtos de acordo com os interesses dos consumidores. No caso dos fitoterápicos, se possível, reservar a eles um local próximo a itens relacionados com bem-estar, como os alimentos funcionais, e até ao lado de concorrentes sintéticos.

“Além de um bom atendimento no balcão, a exposição correta é um grande diferencial para garantir o aumento das vendas, sempre respeitando a legislação vigente”, garante a diretora financeira e farmacêutica da rede de farmácias Super Popular, associada da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), Pollyanna Tamascia.

Uma das maneiras mais utilizadas para exposição dos fitoterápicos é o gerenciamento por categorias, seguindo a Instrução Normativa (IN) 10/09, que permite a esses medicamentos ficarem expostos no autosserviço.

“O Gerenciamento por Categorias facilita a localização e a identificação do segmento na farmácia, já que fica próximo a outros produtos relacionados para a mesma funcionalidade, como anti-inflamatórios, calmantes, sedativos, complementos alimentares, digestivos, reguladores intestinais, entre outros.”

Esse tipo de exposição, segundo Pollyanna, ajuda a prescrição farmacêutica, permite realizar um trabalho integrado ao interesse do paciente e aumenta a participação no ponto de venda (PDV). “Fitoterápicos devem ser expostos com os mesmos cuidados de outros itens e, também, separados por tipo de uso”, sublinha a presidente do Instituto de Estudos em Varejo (IEV) Regina Blessa.

Veja na íntegra a reportagem do Guia das Farmácias – http://www.guiadafarmacia.com.br/286-setembro-2016-opcao-de-escolha/11002-saida-natural



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