Genéricos ganham a confiança dos consumidores mais abastados

As classes média e baixa ainda continuam sendo as maiores interessadas nos medicamentos genéricos. A classe média representa 36% dos consumidores: as classes D e E, 34%. Porém, a grande surpresa revelada pela pesquisa da Market Analysis Brasil foi que as classes A e B, cada vez mais, estão substituindo os medicamentos de marca pelos genéricos (30% do total dos entrevistados).

Realizado anualmente pelo instituto, o levantamento chamado Líder Barômetro estudou na última edição, em dezembro  de 2005, a imagem da indústria farmacêutica junto a três públicos específicos: médicos, formadores de opinião e população em geral.

Os resultados foram fruto de uma pesquisa maior intitulada A indústria Farmacêutica e a Opinião Pública Brasileira, apresentada num congresso de saúde, nos EUA, durante um evento sobre o setor em São Paulo, em março de  2006.

A pesquisa foi realizada com 800 adultos, entre 18 e 69 anos, por meio de entrevistas nos domicílios das oitos principais capitais do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Brasília), no período de novembro de 2004 a dezembro de 2005.

O principal ponto revelado pelo estudo é realmente que o interesse por medicamentos genéricos vai além das classes sociais mais baixas e dos idosos. Os genéricos continuam despertando o forte interesse das classes sociais menos favorecidas, mas  generalizações não podem ser realizadas, já que 30% dos consumidores que se interessam por esse tipo de medicamento pertencem às classes sociais A e B, afirma Paloma Zimmer, analista de projetos da Market Analysis.

O que se pode observar é um percentual significativo. Aproximadamente 27% das pessoas que pertencem às classes sociais menos abastadas acreditam que os genéricos não são tão confiáveis quanto os medicamentos de marca, enquanto as pessoas  da classe  social A que concordam com essa afirmação representam apenas 13% da amostra, revela Paloma.

Os entrevistados com maior renda possuem um índice de exposição à mídia mais elevado do que os de menor renda. Cerca de 43% das pessoas pertencentes às classes sociais mais altas possuem forte exposição à mídia, o que representa 29% acima dos que são enquadrados nas classes sociais menos favorecidas. As fontes de informações mais citadas pelas classes sociais A e B foram jornais (75%) e Internet (60%).

Fonte: Guia da Farmácia



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