Por que o gestor não faz a equipe fazer?

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Existem dois tipos de impedimentos básicos que podem bloquear as ações de um gestor na hora de repassar à equipe a direção do que precisa ser feito.

Publicado em 24/12/2016

No dia a dia, dentro das organizações, para ser mais assertivo e produtivo, o gestor precisa ser imparcial. Desta forma, ele consegue enxergar o sistema como um todo e entender a relação de todas as coisas, e isso o ajuda nas tomadas de decisões, e, principalmente, no direcionamento com a equipe. No entanto, em muitas situações, ele não consegue. Isso acontece porque existem desvios que o impedem de pensar e agir sistemicamente. Um desses impedimentos pode ser a questão do preparo técnico; entretanto, a maior parte dos gestores ocupa este cargo exatamente por serem excelentes técnicos. Sendo assim, nos resta analisar esta performance deficiente por um outro ângulo: o comportamental.

Como podemos entender esse tipo de despreparo? Por exemplo, em uma reunião, ao receber uma crítica direta ou ao ser confrontado por alguém da equipe, o gestor não consegue se conter e parte para a discussão. Imediatamente, ocorre uma mudança química dentro do seu organismo e ele não é mais capaz de enxergar pelo prisma da imparcialidade, ou seja, a partir deste momento ele irá resistir a tudo o que está sendo dito, vai começar a defender o seu ponto de vista e pode ficar mais agressivo. Como é possível sair deste deslocamento e retornar para a realidade?

Todo gestor necessita de um treinamento emocional para que, diante deste tipo de acontecimento, consiga se manter imparcial. Desenvolver esta musculatura irá permitir que a pessoa continue imparcial mesmo diante de uma crítica ou de uma situação de incerteza, de medo ou de desafio. É preciso que a pessoa aprenda a liderar a si mesma, no sentido de liderar os seus pensamentos, liderar os significados que dá para aquilo que está acontecendo e liderar as emoções dentro do seu próprio corpo. Para isso, é preciso que a pessoa aprenda a psicofisiologia das emoções, como funciona todo o design comportamental, e por que ela apresenta dificuldades para gerenciar as suas próprias emoções. É importante que a pessoa se desenvolva e que compreenda este mecanismo, além de aprender as técnicas que vão desenvolver a habilidade para fazer a sua gestão emocional interna.  Ao possuir este conhecimento próprio, saberá, também, liderar a sua equipe.

Atualmente, por ele não saber lidar com as suas próprias questões, ele não tem as ferramentas adequadas para lidar com as questões emocionais da equipe quando elas acontecem. Somente quando aprende-se a fazer a própria gestão emocional é que se estará preparado para agir de forma diferente quando as demandas acontecerem dentro da equipe. Deste modo, as reuniões se tornam muito mais produtivas quando as pessoas não estão querendo provar o seu valor, que estão corretas ou, até mesmo, provar as suas necessidades de aceitação, o que dificulta, muitas vezes, o posicionamento e a tomada de decisão.

Daí vem a importância de desenvolver o lado emocional do gestor. Ter uma boa condição de gestão emocional faz com que a pessoa possa se manter imparcial, mais assertiva e mais produtiva.

Com informações da Equipe Nortus – http://www.nortus.com.br/single-post/2016/11/29/Por-que-o-gestor-n%C3%A3o-faz-a-equipe-fazer



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