Ibevar mostra as práticas mais usadas na prevenção de perdas no varejo farmacêutico brasileiro

Publicado 18/11/2015

O Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) apresentou nesta quarta-feira (18) uma prévia da 15ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro. Nesse estudo, o presidente do Ibevar, professor Dr. Claudio Felisoni de Ângelo, mostrou dados sobre a atuação das farmácias brasileiras neste conceito. O professor afirmou que a pesquisa não serve apenas para apontar o que está sendo feito no mercado, mas também para balizar outras lojas sobre a situação atual e o que pode ser feito para diminuir as perdas.

De acordo com o estudo, a estimativa é de que as perdas se dão, principalmente, por quebra operacionais (25%) e erros operacionais (19%), mostrando que a boa gestão de loja é fundamental para diminuir os prejuízos. As outras razões apontadas são furto interno (15%), furto externo (15%), fraude de terceiros (11%) e outras razões (15%).

Os produtos mais furtados (em unidades) dentro das lojas pesquisados foram desodorantes, protetor solar, cartelas de comprimidos e maquiagem. Mas em valores, os produtos furtados que geram maior prejuízo são cartelas de comprimidos, desodorantes, dermocosméticos e fraldas.

Dentre as atividades adotadas em prevenção de perdas, 100% das lojas apontaram que promoveram a participação nos lucros/remuneração variável atrelada aos resultados de perdas, além de introdução de processos mais cuidadosos no recrutamento e seleção. 75% das lojas disseram ter concursos de redução de perdas com premiações e 50% das lojas fizeram treinamentos em prevenção de perdas para colaboradores, telefone de denúncias e comunicação de prevenção de perdas (mural de avisos, jornais/revistas/artigos).

Entre as soluções e controles de processo adotados pelas lojas, 100% apontou que fazem: auditoria de inventário, controles de transferência entre lojas, controle detalhado de recebimento, controle de troca (cliente), controle de anulados e cancelados e auditorias de procedimentos operacionais. 75% afirmaram ter abordagens preventivas no interior da loja. 50% disseram ter revista na portaria e em armários de funcionários, controle de acesso na portaria de funcionários, utilização de saco de lixo transparente.

Uma área que deve ter a atenção especial dentro da prevenção de perdas é a de Produtos de Alto Risco (PAR), ou seja, aqueles produtos mais visados nos furtos e sujeitos a perdas. 75% das lojas que participaram da pesquisa responderam que tratam os produtos considerados PAR de maneira diferenciada. 75% armazenam estes produtos em área controlada (maior monitoramento de Circuito Fechado de Televisão), tem conferência detalhada e exposição em área controlada (produtos em área confinada). E 25% dos respondentes disseram ter identificação do PAR no transporte e inventários rotativos mais frequentes.

Fonte: Assessoria de Comunicação FEBRAFAR

Foto: Freepik



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