A relação da marca de uma farmácia com o sucesso do negócio

Você já parou para pensar na importância da marca para a sua farmácia? Hoje, são diversos fatores que proporcionam o crescimento de uma rede de farmácias, como qualidade dos produtos oferecidos, atendimento adequado e preços. Porém, não se pode negar que a imagem de sua marca também é fundamental para conquistar a clientela e garantir bons resultados.

Dessa diretriz, se percebe que é fundamental estabelecer a marca, sendo essa o DNA de uma rede de farmácias, criando uma conexão com o cliente e uma relação de confiança e fidelização.

Esse conceito vai muito além de uma imagem; é necessário que se demonstre a capacidade do negócio para atender às necessidades do consumidor, garantindo satisfação e melhor experiência de quem escolhe o empreendimento. Com isso, há a representação do conjunto de valores pensados pela gestão do negócio para dar identidade ao serviço prestado.

Resultados imediatos

Mas qual o impacto imediato dessa mudança nos resultados de um negócio? A resposta é dada pelo presidente da Coperfarma, Carlos Maran. A rede alterou, recentemente, sua marca, mudando consideravelmente o logo, e os resultados já são mostrados em números, com melhorias no faturamento que, segundo ele, se deve a uma mudança de atitude das lojas, que não só atualizaram o layout como também repensaram até mesmo a estratégia de preços.

“Sempre tivemos grande dificuldade para que as farmácias mantivessem um padrão de organização, até mesmo relacionado à manutenção de suas fachadas, mas a criação de uma nova marca e um logo novo e moderno proporcionou que nossas lojas saíssem da zona de conforto” conta Maran.

O presidente da Coperfarma complementa: “Esse processo se pontuou como uma verdadeira faxina, que altera toda a estrutura em uma mudança de dentro para fora. É notável que se teve uma preocupação maior com treinamentos e, principalmente, transformação nos valores”.

Em relação ao público, a mudança para algo que se adéque às suas expectativas representa um crescente sentimento de “fazer parte”, pois as pessoas sentem orgulho em perceber que a rede se preocupa com seus anseios e ficam felizes em estar em um local renovado.

Como mudar?

Mesmo com todos esse benefícios, mudar uma marca não é um processo simples como muitas empresas pensam e fazem. O caminho parte de um planejamento prévio, realizando pesquisa com o público que pretende atingir, parceiros e funcionários. Tudo isso ajuda o empresário a reconhecer qual a imagem que o seu negócio transmite e verificar se condiz com o que se espera.

Para Ângelo Vieira, diretor operacional da Farmarcas, administradora de redes farmacêuticas, o cuidado deve ser minucioso. “Quando vamos realizar alguma alteração em uma de nossas marcas, nos preparamos para uma verdadeira operação de guerra, pois temos que estar atentos para que nenhuma falha ocorra nesse processo”, detalha.

A Farmarcas foi responsável pela alteração e criação de todas as marcas participantes das redes, para tanto, uma equipe foi destacada apenas para o acompanhamento dessa área. “A criação da marca é só o primeiro passo desse trabalho, temos profissionais que ficam constantemente conectados com as redes para observar se o uso da marca está se dando de maneira correta. Quando aparecem inconsistências, ações corretivas são tomadas imediatamente”, explica Ângelo.

Em relação à marca, qualquer descuido ou brecha pode ser catastrófico e a recuperação em relação a esta questão se torna muito difícil. “Sempre agimos de forma preventiva, demonstrando o valor da marca e como ela bem trabalhada resultará em lucros para os associados”, finaliza.

Veja algumas dicas na hora de construir uma marca:

  • O desenvolvimento da marca deve partir da estratégia da empresa. Para isso, é necessário ter como base a missão, a visão e os valores da rede de farmácias, tendo também alinhamento com estratégia e posicionamento;
  • Antes de mais nada, é preciso o comprometimento dos gestores da rede com esse movimento de mudança, pois, sem a confiança deles, não será possível que os demais participantes da rede “comprem” essa mudança;
  • Não se deve esquecer projeções futuras do negócio, pois isso poderá trazer dificuldade futura para a marca, levando em conta as atividades e o público do empreendimento;
  • O desenvolvimento da arte da marca tem que passar uma comunicação adequada. Deve-se perceber nela a mensagem que se objetiva, sendo atraente e original;
  • A marca deve ser uma mescla de harmonia e identidade verbal e visual, isto é, a justificativa deve ir ao encontro do que está escrito, falado ou em imagem, estando bem especificado na utilização de todos os materiais da rede;
  • O início do uso da marca também deve ser planejado minuciosamente, não basta ter todo um trabalho e simplesmente mudar, deve-se pensar em como e onde vai iniciar a divulgação da marca, o público e o alcance;
  • É preciso desenvolver um manual de uso de marca, no qual devem estar detalhados todos os cuidados e limites na utilização, contemplando impressos e digitais, arquitetura e decoração, fazendo com que tudo se comunique;
  • A manutenção da marca e possíveis revisões também devem estar em foco, especificando como se dará a manutenção. A gestão da marca deve alinhar todo o universo da empresa, desde o produto até o ambiente, de forma a valorizar a imagem do negócio e garantir consistência e continuidade no uso da marca.

Com informação da assessoria de comunicação da Febrafar



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