Negócios e caminhos futuros marcaram Encontro Febrafar

Muitos negócios, conteúdos estratégicos e parcerias em um ambiente no qual a crescimento coletivo se firmou como palavra de ordem. Assim foram os dois últimos dias do Encontro Febrafar 2018, em São Paulo.

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O Encontro de Negócios, que durou todo o dia 17, teve início com uma grande movimentação de representantes das redes associadas e parceiros das indústrias, distribuidoras e serviços. Circularam entre as mesas de negociações mais de mil pessoas, alinhando parcerias e realizando negócios que beneficiarão as mais de 10 mil farmácias representadas.

“O evento foi uma oportunidade única para a aproximação das redes com os mais importantes representantes do mercado. Hoje a abrangência da Febrafar é tão grande que estamos com 116 sócios honorários, isso possibilita que nesses eventos consigamos dar suporte a praticamente toda demanda das farmácias”, explicou o diretor geral da Febrafar, José Abud Neto.

A estrutura para receber as empresas neste ano foi ampliada, utilizando uma vasta área do Hotel Holiday Inn, possibilitando aos participantes uma boa mobilidade entre as mesas, mesmo com o grande número de presentes. O sentimento geral em relação ao evento foi de grande satisfação.

Último dia com apresentações

encontro febrafar edison

O último dia do evento foi de importantes apresentações para os representantes das redes, com o fornecimento de informações que serão peças chaves para os trabalhos futuros a serem realizados. Os trabalhos tiveram início com a apresentação de Rodnei Domingues, consultor do IFEPEC, que falou das pesquisas realizadas e da pesquisa de satisfação dos associados em relação à rede, que será realizada nos próximos meses.

Na sequência foram apresentados novos projetos desenvolvidos pela Febrafar para as redes associadas. Primeiramente o diretor operacional, Ney Santos, falou das atualizações do SIC, que foi desenvolvido para poder dar suporte ao Projeto Compra Centralizada, capitaneado pela diretora comercial, Karen Corridoni.

O projeto está iniciando com um piloto. E será feito no modelo de compra coletiva com base na demanda, sendo que a negociação com os laboratórios será de responsabilidade da Febrafar e com os distribuidores será das redes.

Na sequência, para contextualizar o outro projeto desenvolvido, Rodrigo Kurata da IQVIA falou sobre a importância do MIP no canal farma e na Febrafar. Apontando que grande porcentagem de faturamento das lojas vem do MIP. “O desafio das farmácias é descobrir o mix ideal de produtos e ofertas”, afirmou. Complementando que é essencial que o MIP vá para a frente do balcão.

Com base nesses dados, Karen Corridoni apresentou o Projeto de Gerenciamento de Categorias MIP nas Farmácias, que a Febrafar desenvolveu para alterar a visão comercial em relação a esses produtos. O projeto nasceu de uma pesquisa recente nas farmácias das redes associadas, que mostrou que grande parte das farmácias ainda mantêm esses produtos atrás do balcão.

“A exposição adequada do MIP é muito importante impulsionar as vendas das farmácias”, afirmou a gerente comercial. O projeto em um primeiro momento será apoiado pela Hypera, Pfizer, Sanofi e IQVIA e o objetivo é primeiramente desconfinar esses medicamentos do lado de trás do balcão, depois a montagem de um mix ideal e, por fim, o gerenciamento por cores.

Para finalizar o evento, após uma apresentação da Hypera, ocorreu a reflexão final do presidente da Febrafar, Edison Tamascia. Depois de abordar importantes temas do mercado, aconteceu a apresentação de uma pesquisa do IFEPEC, apresentando as características dos consumidores nas farmácias.

Tamascia também apresentou os números do mercado, mostrando uma importante análise que mostra que o grande ‘fantasma’ do mercado associativista não é a concorrência, mas a passividade das redes e farmácias perante as ferramentas e oportunidades que estão sendo fornecidas constantemente.

“É impressionante que, mesmo perante todos os resultados positivos que apresentamos, ainda exista redes e lojas que não utilizem de forma plena as ferramentas oferecidas. Oportunidades passam e quem não aproveitar pagará o preço, não adianta terceirizar as culpas”, afirmou.

O presidente da Febrafar explicou que as redes não precisam criar praticamente nada, mas devem usar com competência tudo que é oferecido. Para isso é hora de pensar em um processo de comunicação com o associado, para que os donos das farmácias reflitam o que eles estão fazendo pelos negócios. “Todos querem fazer negócios conosco e o resultado só depende da nós”, finalizou.