O valor da gestão de estoque farmacêutico

Por Leandro Lorenzetti

Atualmente, engana-se quem pensa que farmácia abarrotada de remédios é sinônimo de prosperidade. O motivo é claro e faz todo sentido. A demanda por medicamentos não atende somente pela simples compra e reposição de estoque. O setor farmacêutico precisa de um controle rigoroso dos medicamentos à venda, especialmente no que diz respeito ao seu prazo de validade, pois a concepção de venda neste segmento extrapola as condições normais de um comércio, na medida em que é também considerada uma questão de saúde pública.

Em primeiro lugar, é necessário implantar uma logística eficiente para atender às expectativas do cliente. Para tanto, as farmácias devem operar com estoque mínimo em suas prateleiras, além de contar com eficiência na reposição ao cargo da força de distribuição. Não é conveniente repor estoque farmacêutico pela simples venda do dia. As compras on-line, por exemplo, são pautadas agora por dois modelos de reposição: a do próprio dia (chamada de “D”), para clientes das capitais, e a do dia seguinte (a “D+1”), para cidades distantes do centro urbano.

O controle começa na entrada da mercadoria, passa pela fiscalização de lotes e vencimentos, avança para a contagem e auditorias periódicas de estoque.  Na hora de vender, a atenção se volta para a conferência de produtos no despacho e a correta baixa de estoque, que deve contar com a ajuda de software de gerenciamento para melhorar a administração, reduzir custos e a ocorrência de erros, além de aumentar a própria rentabilidade do estabelecimento.

A correta gestão dos estoques de medicamentos evita altos custos decorrentes de excessos e de perda de oportunidades, por falta de produto na prateleira. O software de gestão ainda auxilia o proprietário e gestor da drogaria ou da rede a diminuir o capital total investido em estoque. As políticas de estocagem precisam ser definidas pela farmácia para determinar qual é o nível de flutuação permitido para atender a alta ou a baixa das vendas, com alteração do consumo.

A melhor opção de compra é utilizar o cálculo da demanda ou o ponto ideal de reposição. Neste modelo, a gestão do estoque pode ter valor superior ao do investimento em si, uma vez que a reposição é baseada em curtos ciclos de demandas e na alta eficiência de reposição dos fornecedores. Neste contexto, as tecnologias de gestão disponíveis ao segmento farmacêutico podem ser um aliado importante para garantir previsibilidade e bons resultados ao negócio.

 

Leandro Lorenzetti é diretor do segmento de Farmácias da Linx, empresa de software de gestão para o varejo

 



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