P&G investe R$ 1 bilhão na ampliação de sua capacidade de produção no Brasil até 2015

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A Procter & Gamble, maior fabricante de bens de consumo do mundo e dona de marcas como Pantene, Pampers, Gillette e Ariel, vai investir R$ 1 bilhão para ampliar a capacidade de produção no Brasil, onde tem seis fábricas e emprega cinco mil pessoas. A informação foi dada pelo presidente da P&G no Brasil, Alberto Carvalho.

Os recursos, do caixa da companhia, serão desembolsados neste ano e em 2015. Segundo o executivo, serão suficientes para preparar o crescimento da companhia nos próximos quatro ou cinco anos. Carvalho vai destinar mais da metade do R$ 1 bilhão à fábrica localizada em Louveira (SP), onde a P&G produz atualmente fraldas (Pampers) e absorventes (Always). “Queremos ampliar Louveira para que ela se torne uma fábrica de multicategorias de produtos”, disse Carvalho. Esta fábrica poderá, quando terminadas as obras, produzir também a parte líquida do portfólio, por exemplo. A empresa é dona dos produtos para cabelos Pantene e dos sabões e detergentes Ariel.

Carvalho disse que nos últimos três a quatro anos, a Procter & Gamble investiu cerca de R$ 500 milhões no Brasil. Os recursos previstos para os próximos dois anos estão sendo aplicados em compra de máquinas, terrenos e na ampliação de prédios. Além da unidade de Louveira, as demais cinco fábricas da P&G no país também receberão investimentos neste ano fiscal que se inicia em julho de 2014. “Também estamos fazendo estudos para saber se há necessidade de termos mais centros de distribuição”, diz Carvalho, que informou que a taxa de crescimento anual das vendas da P&G é de dois dígitos no país. Daí a necessidade de se ampliar a capacidade de produção.

A classe média, diz ele, mesmo com a inflação mais alta, não voltou-se a produtos mais baratos. No setor de consumo, as categorias que mais têm sofrido com o comprometimento do bolso do consumidor são as de alimentos e bebidas, mas novos produtos de higiene pessoal e de limpeza doméstica e de categorias “premium” não foram abandonados pelo consumidor brasileiro – ao contrário, diz ele. “O consumidor da classe média ainda está na fase de experimentação, de produtos premium, de melhor qualidade. E uma vez que ele experimenta, ele não volta para o produto mais barato”, enfatizou ele, que já viu o mesmo comportamento se repetir em países como Índia, China e Turquia.

Antes de assumir a presidência da P&G no Brasil, em dezembro de 2012, Carvalho, engenheiro nascido em Pernambuco, era vice-presidente mundial da Gillette. Ele havia saído da P&G, no Brasil, 15 anos antes, para trabalhar em diversos postos da companhia na América do Sul e nos Estados Unidos. Segundo a revista “Valor 1000”, a Procter & Gamble do Brasil S.A. teve receita líquida de R$ 3,2 bilhões em 2012 no país, com prejuízo de R$ 683,2 milhões. Os resultados referentes a 2013 não foram informados pela companhia.

Fonte: Valor Econômico



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