Para prosperar no mercado é preciso fazer a diferença

Assim como nos anos anteriores, o crescimento do segmento farmacêutico foi superior ao do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Ao nos depararmos com esses números, podemos ter duas percepções totalmente distintas, que seguem:

Atuamos num mercado que, do ponto de vista numérico, é extremamente atraente. Ou seja, temos oportunidades ímpares de prosperar. E, em contrapartida, temos concorrentes cada vez mais profissionalizados e, por consequência, mais competitivos e muito atentos às oportunidades e desafios que são apresentados.

Pois bem, ao observarmos este cenário, podemos concluir que nunca os empresários, sobretudo do varejo, tiveram tantas oportunidades para crescer, assim como também nunca tiveram tantos desafios a serem superados, principalmente no que tange ao atendimento às expectativas de um público-consumidor também cada vez mais exigente.

O que é fato, e que devemos considerar em nossas análises mercadológicas, é que não poderemos mais fazer o básico; não poderemos continuar atuando do mesmo jeito que no passado. É preciso atender às novas exigências do consumidor, é preciso entender que só o atendimento não é suficiente para fidelizar um cliente.

Definitivamente, temos de compreender que o estabelecimento deve estar alinhado às transformações do mercado e ao dinamismo do próprio consumo. Assim como o atendimento, também é essencial investir em ações como, por exemplo, a modernização da identidade visual da loja (layout), oferta de um mix adequado de produtos e, sobretudo, a precificação, além de estar alinhado com as novas tecnologias, como os aplicativos para celular.

Saiba que a imagem de preço baixo conquistada pela loja é fator fundamental para manter-se competitivo e, portanto, próspero no novo mercado. E quanto ao quesito preço, vale mencionar que é necessário cuidar do gerenciamento dos custos da loja, pois como sabemos o PREÇO FINAL advém de uma simples equação matemática, obtido da soma entre o Custo do Produto, Custo Operacional e o Lucro. Em suma: somente seremos competitivos se formos eficientes na hora da compra, no gerenciamento dos custos e, inclusive, nos acostumarmos com lucros menores.

Por fim, o cenário é este: oportunidades como nunca, desafios como sempre, tudo dependendo do nível de energia que cada um de nós empregamos no negócio e o quanto somos resistentes às mudanças do mercado. Contudo, o que fizemos até hoje nos serve para refletirmos que, se quisermos continuar prosperando, precisaremos fazer diferente.

Edison Tamascia é empresário do setor farmacêutico há 35 anos, presidente da Febrafar, da Farmarcas e da rede Super Popular, membro efetivo da Câmara Brasileira de Produtos Farmacêuticos (CBFARMA), da CNC (Confederação Nacional do Comércio)