Setor tentará novo Farmácia Popular, mas diz que faltam dados

Entidades do setor farmacêutico dizem que foram procuradas pelo governo para apresentar alternativas ao Farmácia Popular, programa que fornece remédios gratuitos ou com desconto na rede privada.

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Entenda o trabalho realizado pela Febrafar

Os valores de repasse às farmácias mudaram em abril. Passaram a ser calculados com uma margem fixa sobre as vendas feitas pelas fabricantes.

“A pasta pediu, em uma reunião no último dia 8, que levemos sugestões, mas solicitamos que antes digam como fizeram o cálculo. Não conseguimos chegar nos números deles de jeito algum”, diz Pedro Bernardo, da Interfarma (que representa a indústria).

Algumas lojas já deixaram de dispensar alguns itens como insulina devido aos custos, segundo Edison Tamascia, da Febrafar (de pequenas redes).

O Ministério da Saúde não afirma se apresentará ou não o detalhamento. Só diz, em nota, que trabalha em melhorias.

“O Ministério definiu, de forma justa, margem de 32% para farmácias vinculadas”, afirma.

“A escolha de permanecer no Farmácia Popular é facultativa. Além das 31 mil drogarias vinculadas, existem 45 mil Unidades Básicas de Saúde em todo o país com farmácias que atendem à população.”

Fonte da informação: Coluna Mercado Aberto do jornal Folha de S. Paulo