Vendas de medicamentos para doenças crônicas registram crescimento no país

Da Redação
O consumo de medicamentos que combatem as doenças crônicas avançou no país nos últimos anos. Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos) doenças como a hipertensão, o diabetes e o alto colesterol – que exigem uso contínuo de remédios – estão entre as que mais matam, mas têm sido melhor controladas com o acesso da população aos tratamentos.

O consumo do Losartan, para controle da hipertensão, é um exemplo. Em 2002, quando o medicamento do Aché ainda estava protegido por patente, só havia a versão de referência e alguns similares disponíveis nas farmácias. O consumo anual da molécula era de 578,4 mil unidades ao ano, com vendas de R$ 15,6 milhões. A participação de mercado era de 59% similares e 40,1% de referência.

Depois que o primeiro genérico do produto chegou ao mercado, em 2003, o cenário mudou. Em 2013, o consumo do Losartan chegou a 57,6 milhões de unidades e as vendas somaram R$ 1,2 bilhão. Hoje, o remédio é o terceiro mais vendido no país, com os genéricos dominando 80,7% do consumo, enquanto os produtos de referência representam apenas 1,9%.

“Este caso é emblemático. Mostra que houve uma ampliação do acesso”, afirma Telma Salles, presidente da PróGenéricos. Segundo ela, com a entrada dos genéricos no mercado brasileiro, há quinze anos, houve uma consequente queda nos preços dos remédios, permitindo que uma maior parte da população pudesse adquirir os tratamentos.

“Em um medicamento de uso contínuo, o que vale é a eficácia e o preço (para atender ao consumidor)”, explica. O maior acesso aos tratamentos de doenças crônicas também são explicados pelo aumento de renda da população, pela maior adesão aos planos privados de saúde e pelo acesso a informações sobre as doenças.

Outro exemplo é o da Sinvastatina, quinto medicamento mais vendido no país, para redução do colesterol. Em 2002, as vendas do medicamento de referência da Merck Sharp Dohme somavam 1,38 milhão de unidades, com vendas de R$ 36 milhões. No ano passado, foram vendidas 26,7 milhões de unidades, que alcançou vendas de R$ 894,6 milhões.
Fonte: Valor Econômico



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