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23 de setembro de 2026
A Febrafar e a Farmarcas deram mais um passo em sua jornada ESG nesta quarta-feira (23), com a assinatura do Termo Lixo Zero, no Edifício do Associativismo, em São Paulo. O evento simbólico reuniu diretores das organizações e representantes do Comitê de ESG e formalizou o compromisso com a melhoria da gestão de resíduos.
A iniciativa foi aprovada pela diretoria em julho e vem sendo estruturada com apoio da Klima – Soluções ESG, que atua em parceria com o Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB), organização sem fins lucrativos alinhada às diretrizes da Zero Waste International Alliance. O projeto já passou por treinamento da equipe de limpeza, contratação da Rede Sul-Coopercaps e início das ações de comunicação interna.
A expectativa é que cerca de 90% dos resíduos gerados pelas organizações tenham destinação ambientalmente adequada. Para isso, todas as lixeiras foram adesivadas com indicações claras sobre a segregação dos materiais, facilitando a identificação e a separação correta no dia a dia. Os materiais recicláveis serão encaminhados à Rede Sul, cooperativa de coleta seletiva com matriz em Interlagos, na zona sul de São Paulo.
“Esse é um trabalho que começa na liderança, mas precisa chegar a todos os colaboradores. Não adianta termos uma estrutura adequada se as pessoas não souberem como separar e descartar cada material. A mudança de comportamento é fundamental para que o projeto funcione”, afirma Edison Tamascia, presidente da Febrafar e da Farmarcas.
Segundo Angela Fujikawa, gerente de Serviços Corporativos, a transformação depende da incorporação de novos hábitos à rotina. “Estamos trabalhando para que a separação dos resíduos deixe de ser apenas uma orientação e passe a fazer parte do dia a dia. A identificação das lixeiras é uma mudança simples, mas ajuda a tornar o descarte correto mais claro para todos”, afirma.
Educação e mudança de comportamento
O projeto também inclui ações de comunicação e um quiz sobre a separação de resíduos, criado para testar e ampliar o conhecimento dos colaboradores sobre o descarte correto de diferentes materiais.
Para Lucas Conejero, sócio-proprietário da Klima, a mudança precisa envolver pessoas e processos. “Quando falamos em gestão de resíduos, existem muitas dúvidas sobre o que pode ou não ser reciclado. O primeiro passo é conhecer os materiais gerados e criar processos para que cada um tenha a destinação mais adequada possível”, explica.
Nem todos os resíduos, entretanto, possuem atualmente uma alternativa de reciclagem ou compostagem. Medicamentos e determinados plásticos de uso único estão entre os materiais que ainda apresentam limitações de destinação. Nesses casos, o objetivo é minimizar o impacto ambiental e buscar a alternativa mais adequada dentro das possibilidades existentes.
Com a assinatura do Termo Lixo Zero, Febrafar e Farmarcas avançam de ações isoladas para uma iniciativa estruturada de gestão de resíduos, conectando pessoas, processos e sustentabilidade e colocando a mudança de hábitos como parte central da jornada ESG
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