27 de fevereiro de 2026

O varejo farmacêutico já não tolera improviso, alerta Edison Tamascia

O varejo farmacêutico brasileiro entrou em uma nova fase em que o improviso deixou de funcionar como estratégia. Essa é a conclusão da análise feita por Edison Tamascia no artigo “Um varejo mais pressionado e cada vez menos tolerante ao improviso” publicado no Guia da Farmácia em 9 de fevereiro de 2026.

Você pode ler a reportagem completa aqui:
👉 Um varejo mais pressionado e cada vez menos tolerante ao improviso — Guia da Farmácia

O fim do crescimento por inércia

No artigo, Edison destaca que o setor farmacêutico deixou de crescer “sozinho”. Por muitos anos, o mercado expandiu-se quase que automaticamente. Hoje, no entanto, o ambiente competitivo e margens pressionadas exigem gestão profissionalizada, disciplina operacional e adaptação constante.

Dados da IQVIA mostram que, pelo terceiro ano seguido, mais farmácias independentes fecharam do que abriram. Em outubro de 2025, foram abertas 5.459 unidades, enquanto 6.555 encerraram suas atividades, resultando em saldo negativo de 1.096 lojas.

Esse movimento não significa que o setor esteja em crise. Significa, antes, que operar bem deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico para continuar no jogo.

Independente, mas desafiado

Edison ressalta que as farmácias que atuam isoladamente estão entre as mais expostas ao novo cenário. Sem acesso a dados, sem suporte em gestão e sem uma estratégia de execução clara, elas enfrentam um ambiente cada vez mais hostil.

Uma pesquisa recente do IFEPEC aponta que cerca de 77% das farmácias independentes ainda não possuem uma estratégia clara para o futuro. Isso torna difícil competir de forma profissional diante das exigências atuais.

Método substitui improviso

O artigo enfatiza: o varejo atual exige método, consistência e disciplina operacional. Entre os pilares apontados por Edison estão:

  • Leitura e interpretação de dados para tomada de decisão
  • Entendimento do comportamento do consumidor
  • Controle rigoroso de estoque
  • Precificação inteligente
  • Execução consistente no ponto de venda

Decisões baseadas apenas em intuição ou repetição de práticas do passado não são mais suficientes.

Associativismo ganha destaque

Nesse contexto, o associativismo é apresentado como um caminho para ampliar maturidade empresarial. Redes estruturadas oferecem:

  • Suporte em gestão
  • Processos padronizados
  • Treinamento e acompanhamento contínuo
  • Inteligência de mercado

Edison destaca que, do ponto de vista do modelo, as redes associativistas podem ser semelhantes. O verdadeiro diferencial está na capacidade de execução das regras, disciplina e acompanhamento constante.

Fim do improviso

O varejo farmacêutico segue sendo essencial, resiliente e com grande potencial de crescimento. Mas a régua subiu: improviso não basta mais. Quem entender isso a tempo e investir em gestão e execução estruturadas tem mais chances de crescer de forma sustentável. Quem insistir em operar como antes, segundo Edison, corre o risco de ficar pelo caminho.

📌 Leia o artigo completo clicando aqui:
👉 https://guiadafarmacia.com.br/materia/um-varejo-mais-pressionado-e-cada-vez-menos-tolerante-ao-improviso/

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