29 de dezembro de 2025
29 de dezembro de 2025
O varejo farmacêutico brasileiro encerra 2025 em um dos momentos mais robustos de sua história. Dados da IQVIA, referentes ao recorte dos últimos 12 meses (MAT 10/2025), mostram que o mercado alcançou R$ 240,97 bilhões em faturamento, com crescimento de 10,88% na comparação anual. O avanço reflete não apenas o desempenho dos medicamentos, mas, sobretudo, a consolidação da farmácia como um canal cada vez mais orientado à conveniência, ao autosserviço e à experiência do consumidor.
Dentro desse contexto, a Febrafar manteve desempenho acima da média do setor. A federação associativista reúne 70 redes, e quase 18 mil lojas, com presença em 68% dos municípios brasileiros, alcançando 86% da população nacional, cerca de 182 milhões de habitantes. Ainda segundo os dados IQVIA do MAT 10/2025, as lojas associadas somaram R$ 40,98 bilhões em faturamento, com crescimento de 13,85%.
Para Edison Tamascia, presidente da Febrafar, os números refletem um movimento estrutural de transformação do varejo farmacêutico, no qual a digitalização deixa de ser diferencial e passa a ser condição para crescer.
“O desempenho da Febrafar em 2025 foi satisfatório e consistente. Estamos registrando um crescimento de acima da média do mercado por anos consecutivos. Isso é resultado direto de investimentos contínuos em tecnologia, digitalização e sistemas de gestão que aumentam a eficiência das farmácias associadas”, afirma.
Diversificação do mix e ganho de eficiência
A leitura dos dados IQVIA dos últimos 12 meses mostra que, embora os medicamentos sigam como principal fonte de receita, o crescimento do setor foi impulsionado pela diversificação do mix. Categorias como dermocosméticos, saúde sexual, cuidados ao paciente e produtos de autosserviço ganham relevância, refletindo mudanças no comportamento do consumidor e uma farmácia mais integrada ao cotidiano das pessoas.
“O crescimento não está concentrado apenas nos medicamentos. Produtos de autosserviço, dermocosméticos e novas categorias ganharam espaço. Para capturar esse potencial, a farmácia precisa de dados, sistemas integrados e capacidade de gestão. Sem digitalização, esse crescimento não se sustenta”, reforça Edison.
Outro destaque do período foi a forte demanda por medicamentos à base de GLP-1, utilizados no tratamento da obesidade, que impulsionaram o mercado, mas também expuseram gargalos estruturais.
Esses produtos trouxeram impacto positivo para o setor, mas ocorreram dificuldades com a falta de oferta e a priorização das redes corporativas pela indústria. Se houvesse disponibilidade regular, o crescimento da Febrafar poderia ter sido ainda maior.
Digitalização como pilar estratégico
Ao longo de 2025, a Febrafar intensificou investimentos em inteligência artificial, sistemas proprietários, análise de dados e digitalização da operação, ampliando a capacidade de gestão e tomada de decisão das farmácias associadas. Esse movimento rendeu reconhecimento internacional, com menção ao trabalho da entidade pelo Google, em Nova Iorque.
“Investimos fortemente em tecnologia, inteligência artificial e digitalização porque entendemos que o futuro do varejo farmacêutico passa por eficiência, gestão baseada em dados e melhor experiência do cliente. O setor ainda é muito analógico, especialmente entre independentes, e isso limita o crescimento. A Febrafar se diferencia justamente por antecipar esse movimento”, destaca Edison.
Lições de 2025 e perspectivas para 2026
Apesar de desafios como competitividade crescente, restrições de fornecimento e necessidade de diversificação, a Febrafar manteve crescimento consistente ao longo do período analisado.
“A principal lição de 2025 é clara: quem investe em tecnologia, processos e gestão cresce de forma sustentável. Digitalização não é custo, é investimento estratégico”, resume Edison.
Para 2026, a projeção do mercado farmacêutico é de crescimento em torno de 12%, mantendo o ritmo observado nos dados IQVIA do MAT 10/2025. A Febrafar, no entanto, projeta novamente superar esse índice.
“Nossa meta é continuar crescendo acima da média do mercado. Para isso, vamos ampliar investimentos em digitalização, trade marketing, inteligência artificial e gestão de portfólio, garantindo que as farmácias associadas operem com mais eficiência e competitividade”, afirma.
Entre as principais tendências para 2026 estão a expansão de cosméticos e dermocosméticos, o fortalecimento do autosserviço, o uso cada vez mais estratégico do trade marketing e a consolidação da tecnologia como eixo central da operação.
Com base nos dados IQVIA dos últimos 12 meses, a Febrafar encerra 2025 posicionada como um dos principais vetores de crescimento do varejo farmacêutico brasileiro, reforçando o papel do associativismo aliado à digitalização como caminho para um setor mais eficiente, competitivo e sustentável.
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