Área da saúde abrirá vagas

 

comportamento consumidor
Com o aumento da longevidade das pessoas deverá aumentar espaço para carreiras voltadas aos cuidados com a saúde e o bem-estar das pessoas

Publicado em 10/01/2017

O aumento da longevidade da população está abrindo espaço para carreiras voltadas aos cuidados com a saúde e o bem-estar das pessoas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida no país aumentou 41,7 anos em pouco mais de um século. De 33,7 anos, em 1900, saltou para 75,4 anos em 2014. Por isso, terapeutas, médicos, especialistas em ergonomia e cuidadores para assistência doméstica são exemplos de profissões importantes para esta população.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira ( Inep), a área de saúde e bem-estar social recebeu 1.164.336 matrículas nas universidades em 2015. As especialidades que mais obtiveram ingressos foram terapia e reabilitação (263.481), enfermagem (261.215), serviço social e orientação (172.569) e farmácia (110.572). A tendência de envelhecimento da população vem mantendo aquecido o setor de medicamentos, em meio ao cenário geral de crise, segundo o vice-presidente da Federação Brasileira das Redes Associativas de Farmácias (Febrafar), José Lúcio Alves.

 

A entidade projeta a continuidade da expansão em 2017. “O setor farmacêutico tem ainda muito a crescer. Como lida com produtos de primeira necessidade, ele é pouco afetado pelos ânimos da economia”, explica. A média salarial nacional para os farmacêuticos, segundo o levantamento do site de empregos Catho, fica em torno de R$ 2.700 (inicial), mas as remunerações variam de estado para estado e de acordo com a área escolhida dentro do ramo.

Cuidadores

Além do setor farmacêutico, atividades de pesquisa médica, nanotecnologia, biomedicina também estão em alta, segundo os especialistas. E serão necessárias, cada vez mais, pessoas habilitadas a cuidar da população idosa. Embora a profissão ainda não esteja regulamentada, o salário inicial de um cuidador, segundo o Sistema Nacional de Emprego (Sine), varia de R$ 1 mil a R$ 2,6 mil.

Formada em farmácia e bioquímica, Paula Furini Brisolla, de 23 anos, de Presidente Prudente (SP), decidiu se especializar em saúde de idosos. O aumento da expectativa de vida e o consequente crescimento de doenças crônico-degenerativas favorecem a exposição dessa faixa da população ao uso de múltiplos medicamentos. “Acredito que é uma área com visibilidade, por isso, busquei qualificação”, diz ela. Atualmente, Paula trabalha em ações voltadas à promoção, prevenção e recuperação da saúde por meio de abordagem coletiva, palestras e clínica individual.

Com informações do Correio Braziliense – Mariana Fernandes, Jacqueline Saraiva, Margareth Lourenço – Especial para o CB

 



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