Cartão fidelidade é alternativa para reduzir o impacto da alta nos preços dos medicamentos

Da Redação
Mesmo com o reajuste nos preços de medicamentos, que passam a valer em todo o país a partir desta segunda (31), os consumidores têm alternativas para economizar na hora de adquiri-los na farmácia, principalmente quem precisa comprar remédios para o controle de doenças crônicas.

As principais alternativas são a adesão aos programas de fidelidade, das drogarias e laboratórios, e a negociação com a pechincha de valores. “Pesquisar em diferentes redes de farmácias é fundamental. Há diferenças, inclusive, dentro da mesma rede, de uma loja para outra”, informa a Proteste Associação de Consumidores. “Percebe-se grande margem de negociação e diversas farmácias e drogarias cobrem preços da concorrência”, emenda.

Uma forma de conseguir descontos significativos em medicamentos de maior custo e usados no tratamento de doenças crônicas são os programas de fidelização de laboratórios. A adesão é feita pelo site das empresas ou por um telefone 0800, identificados nos rótulos dos produtos. “Dependendo do medicamento, os descontos chegam a até 70%”, segundo informou a Proteste.

Descontos de até 70% também podem ser obtidos nos programas de fidelização das redes de farmácias. Em duas grandes redes com lojas em Ribeirão pesquisadas pela reportagem, os maiores descontos estão nos medicamentos tarjados. “Mas os sem prescrição médica também acabam tendo um desconto de 10% a 15%”, diz a atendente de uma loja no Centro da cidade.

Pedir para o médico receitar o medicamento pelo nome do princípio ativo, e não pelo nome de marca, torna mais fácil a verificação da existência de genéricos e a opção pelo mais barato.

O aumento entre 1,02% e 5,68%, autorizado pelo Ministério da Saúde na última semana, abrange cerca de 9 mil tipos de medicamentos e a maior taxa de reajuste foi autorizada a uma classe de remédios onde há maior disponibilidade de marcas e mais concorrência. No ano passado, os ribeirão-pretanos gastaram cerca de R$ 422.014.957 em medicamentos, segundo o levantamento IPC Marketing.
Fonte: Jornal A Cidade – Ribeirão Preto (SP)



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