GSK vai investir R$ 15 milhões em dois centros de pesquisa científica no País

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Publicado 27/11/2015

A farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK) anunciou que investirá mais de R$ 15 milhões em dois centros de pesquisa científica no País, em parceria com instituições brasileiras. A companhia quer descobrir moléculas para desenvolver remédios e investir em química sustentável.

“Vamos investir de forma consistente nos próximos anos, dando continuidade aos aportes que aconteceram nos últimos cinco anos”, afirmou o presidente da GSK no Brasil, Cesar Rengifo. Segundo ele, os investimentos foram feitos pela companhia no País desde 2011, por meio do projeto Trust in Science, uma iniciativa global da GSK, que na América Latina inclui o Brasil e a Argentina.

Rengifo conta que, embora a GSK tenha centros de pesquisa próprios em outros países, a estratégia recente tem sido investir em parcerias com instituições locais. “Nossa filosofia é que as paredes não descobrem nada. Estamos mais focados em onde estão as melhores mentes, onde estão as pessoas que fazem a ciência avançar. Então temos grupos e centros de pesquisa, mas achamos que o futuro não está aí, porque a inovação não vem de sistemas estruturados, vem de pessoas geniais que estão em diversas partes do mundo”, comentou Rengifo, em entrevista ao DCI.

Para o funcionamento de dois novos centros, anunciados ontem, a GSK firmou parcerias com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) , o Instituto Butantan e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Na universidade, o Centro de Excelência para Pesquisa em Química Sustentável já está em funcionamento e receberá R$ R$ 5,49 milhões da GSK e R$ 5,09 milhões da Fapesp. A universidade deve investir outros R$ 20,38 milhões no centro por um período de até 10 anos para desenvolver o uso da química sustentável, por meio de pesquisa acadêmica e industrial.

Já o segundo centro, que funcionará no Instituto Butantan, terá investimentos de R$ 11,36 milhões da companhia, junto com aporte de R$ 12,73 milhões da Fapesp e R$ 33, 34 milhões do próprio Instituto. Nessa unidade de pesquisa, os cientistas vão rastrear nos venenos, secreções animais e novas moléculas, potenciais para desenvolver novos medicamentos para doenças como artrite reumatoide.

Perspectiva

“Nós entendemos que a situação [do Brasil] hoje é transitória e a ciência é independente de toda a conjuntura política. Claro, há uma parte da legislação local que precisa melhorar para facilitar os investimentos, sobretudo em pesquisa clínica, mas o Brasil está no caminho”, declarou o presidente da GSK, em entrevista ao DCI.

O executivo disse ainda que proteção garantida à produção intelectual dos cientistas brasileiros é um dos aspectos positivos para a pesquisa no País e que faz com que a companhia aposte cada vez mais nos cientistas locais. “Estamos avaliando a todo tempo novas oportunidades de pesquisa e, como surgiram outros projetos antes desses dois centros, outros podem surgir nos próximos anos”, destacou ele.

Fonte: DCI

Foto: Colaboradores na unidade fábril da GSK instalada no Rio de Janeiro



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