Indústria começa a fabricação de medicamentos com código de rastreabilidade

Da Redação

 

Com mais de um ano de antecedência do prazo da Anvisa para a implantação do Sistema de Rastreabilidade de Medicamentos, o setor farmacêutico começa a testar o mecanismo. “Toda mudança nas linhas de produção precisa de aprovação da Anvisa. Por isso, as empresas estão se adiantando para não terem problemas perto do prazo final”, diz Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma (sindicato da indústria).

A Libbs, por exemplo, já produz o anticoncepcional Iumi com o código que será obrigatório em parte dos remédios nacionais a partir de dezembro de 2015. Ao menos outros 30 laboratórios compraram equipamentos para se prepararem para cumprir a norma.

O código permitirá um monitoramento dos remédios desde a produção até o ponto de venda, o que ajudará a coibir roubo, comércio clandestino e falsificação. “Estamos nos antecipando para termos tempo de fazer ajustes, se necessários”, diz Marcia Martine Bueno, diretora da farmacêutica.

A empresa ainda não precisou em quanto aumentarão as despesas. Por ora, apenas em equipamentos foram alocados cerca de R$ 7 milhões. “É um custo a mais, mas o benefício para o consumidor, de ter a qualidade do medicamento garantida, além de reduzir roubos de lotes, compensa e pode ser absorvido.” “A falsificação nem é mais o maior problema, e sim a distribuição de cargas roubadas, que podem não ter sido bem acondicionadas e mantidas,” aponta a executiva.

 

Fonte: Folha de S. Paulo



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