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Enquanto muitas organizações direcionam energia para crescimento, inovação e expansão, uma pergunta estratégica costuma ficar em segundo plano: o que está acontecendo com o capital que já foi investido? Com a gestão de ativos?
Equipamentos, mobiliário, tecnologia, veículos e infraestrutura representam recursos financeiros já aplicados. Quando não são acompanhados com rigor, deixam de ser apenas ativos registrados no balanço e passam a representar capital vulnerável, exposto a desperdícios, perdas e distorções contábeis.
O desafio é que esse problema não aparece de forma imediata no faturamento. Ele se manifesta de maneira silenciosa, reduzindo margens, comprometendo indicadores financeiros e ampliando riscos operacionais. Especialistas alertam que a falta de controle adequado de ativos está entre os gargalos financeiros menos percebidos dentro das empresas. O impacto raramente surge como uma grande ruptura, mas como pequenas perdas acumuladas que corroem resultados ao longo do tempo.
Segundo Rafael Tavares, Diretor Administrativo da Febrafar e da Farmarcas, “ativo é dinheiro investido. Se não há controle, há desperdício, e desperdício compromete resultado”. Ele acrescenta que isso também abre brechas para problemas mais graves, como até mesmo furtos.
Perdas financeiras reais que muitas empresas enfrentam
Estudos recentes mostram que perdas não são raridade no mundo corporativo em função da falta de gestão de ativos:
Esses números mostram que o problema não é abstrato. Ele impacta diretamente a liquidez e a capacidade de investimento das empresas, especialmente em momentos de maior pressão competitiva e restrições de caixa.
Gargalos que nem sempre são visíveis
A ausência de rastreabilidade pode permitir que equipamentos sejam furtados, extraviados, danificados ou simplesmente abandonados sem registro de baixa contábil. Além disso:
“Quando não existe rastreabilidade, a empresa perde visibilidade. Pode haver furto interno, extravio ou simplesmente perda por desorganização. E muitas vezes isso só aparece em auditorias, quando já é tarde demais,” alerta Rafael Tavares.
Case: tecnologia reduz perdas e aumenta governança
Um exemplo prático de como a gestão de ativos pode ser eficaz vem do Edifício do Associativismo, sede que concentra operações das entidades. Com milhares de itens espalhados por dez andares, foi implantado um sistema de rastreamento com tecnologia RFID integrado ao padrão da GS1 Brasil.
O resultado foi transformador:
“A automação trouxe ganhos operacionais, contábeis e fiscais. Hoje temos informações mais precisas, o que fortalece o controle patrimonial e a tomada de decisão financeira,” destaca Tavares.
Alerta às empresas: controle de ativos é gestão financeira
O diretor enfatiza que a gestão de ativos não deve ser vista como uma função meramente operacional, mas sim como um elemento estratégico da saúde financeira. “Controle patrimonial não é papel burocrático. É proteção de patrimônio e estratégia financeira. Quando a empresa ignora essa área, está deixando capital vulnerável,” diz Tavares.
Em um cenário onde margem, eficiência e governança financeira são diferenciais competitivos, empresas que negligenciam o controle de seus ativos estão deixando de proteger recursos que já foram investidos, e que, sem rastreamento, podem ser perdidos sem que ninguém perceba.
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