13 de julho de 2026
14 de abril de 2026
O debate sobre trade marketing no varejo farmacêutico ganhou força recentemente com o artigo publicado por Edison Tamascia, presidente da Febrafar, no Guia da Farmácia. O tema, que durante anos ficou à margem das discussões estratégicas do setor, revela uma realidade importante: existe dinheiro disponível na indústria para impulsionar vendas no ponto de venda, mas ele nem sempre chega às farmácias.
Acesse o artigo completo:
https://guiadafarmacia.com.br/materia/trade-marketing-um-dinheiro-que-existe-mas-nem-sempre-chega-a-farmacia/
Trade marketing não é desconto, nem negociação comercial. Trata-se de um investimento estratégico da indústria voltado exclusivamente para a execução no ponto de venda (PDV). Seu objetivo é simples e poderoso: garantir que os produtos tenham visibilidade, estejam bem posicionados e sejam apresentados de forma correta ao consumidor.
Na prática, isso significa trabalhar elementos como:
Quando bem executado, o impacto é direto: mais atenção do consumidor, melhor experiência de compra e aumento nas vendas.
Apesar de ser um recurso existente, muitas farmácias — especialmente independentes — ainda não conseguem acessar o trade marketing. O motivo não está na falta de interesse da indústria, mas sim na ausência de estrutura e comprovação de execução.
A lógica é clara: a indústria só investe onde há garantia de que a estratégia será aplicada corretamente. Isso inclui:
Sem esses elementos, a verba simplesmente não chega.
Historicamente, esse cenário favoreceu grandes redes e lojas em grandes centros, que contam com promotores e equipes dedicadas. Para as farmácias independentes, o trade marketing sempre pareceu distante.
Esse cenário começou a mudar com a evolução das ferramentas digitais. A Febrafar tem atuado diretamente para democratizar o acesso ao trade marketing.
Hoje, com o uso de tecnologia e Inteligência Artificial, é possível:
Esse modelo elimina a dependência de promotores físicos e amplia o acesso ao investimento.
Na prática, isso significa que o trade marketing deixa de ser exclusivo e passa a ser uma oportunidade real para farmácias de todos os portes.
O grande ponto destacado por Edison Tamascia é que o trade marketing precisa deixar de ser visto como algo opcional e passar a fazer parte da gestão da farmácia.
Quando a loja organiza seu ponto de venda, cuida da exposição dos produtos e adota processos e ferramentas de validação, ela deixa de perder oportunidades e passa a capturar um valor que já existe na indústria.
Ou seja, a estratégia sempre esteve disponível, mas nem sempre acessível. Hoje, com tecnologia, organização e estratégia, esse cenário está mudando. Para o varejo farmacêutico independente, entender e aplicar o trade marketing não é mais um diferencial, é uma necessidade para quem busca crescimento sustentável e aumento de rentabilidade.
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