14 de abril de 2026

Trade marketing: a oportunidade que ainda não chega a todas as farmácias

O debate sobre trade marketing no varejo farmacêutico ganhou força recentemente com o artigo publicado por Edison Tamascia, presidente da Febrafar, no Guia da Farmácia. O tema, que durante anos ficou à margem das discussões estratégicas do setor, revela uma realidade importante: existe dinheiro disponível na indústria para impulsionar vendas no ponto de venda, mas ele nem sempre chega às farmácias.

Acesse o artigo completo:
https://guiadafarmacia.com.br/materia/trade-marketing-um-dinheiro-que-existe-mas-nem-sempre-chega-a-farmacia/

O que é trade marketing e por que ele é tão importante?

Trade marketing não é desconto, nem negociação comercial. Trata-se de um investimento estratégico da indústria voltado exclusivamente para a execução no ponto de venda (PDV). Seu objetivo é simples e poderoso: garantir que os produtos tenham visibilidade, estejam bem posicionados e sejam apresentados de forma correta ao consumidor.

Na prática, isso significa trabalhar elementos como:

  • Exposição em gôndolas
  • Pontos extras
  • Organização de categorias
  • Destaque para produtos estratégicos

Quando bem executado, o impacto é direto: mais atenção do consumidor, melhor experiência de compra e aumento nas vendas.

Por que muitas farmácias ainda não acessam essa verba?

Apesar de ser um recurso existente, muitas farmácias — especialmente independentes — ainda não conseguem acessar o trade marketing. O motivo não está na falta de interesse da indústria, mas sim na ausência de estrutura e comprovação de execução.

A lógica é clara: a indústria só investe onde há garantia de que a estratégia será aplicada corretamente. Isso inclui:

  • Organização do PDV
  • Padronização da exposição
  • Capacidade de comprovar a execução das ações

Sem esses elementos, a verba simplesmente não chega.

Historicamente, esse cenário favoreceu grandes redes e lojas em grandes centros, que contam com promotores e equipes dedicadas. Para as farmácias independentes, o trade marketing sempre pareceu distante.

A virada: tecnologia e acesso

Esse cenário começou a mudar com a evolução das ferramentas digitais. A Febrafar tem atuado diretamente para democratizar o acesso ao trade marketing.

Hoje, com o uso de tecnologia e Inteligência Artificial, é possível:

  • Validar a execução no ponto de venda
  • Comprovar a exposição correta dos produtos
  • Gerar dados confiáveis para a indústria

Esse modelo elimina a dependência de promotores físicos e amplia o acesso ao investimento.

Na prática, isso significa que o trade marketing deixa de ser exclusivo e passa a ser uma oportunidade real para farmácias de todos os portes.

Trade marketing como estratégia de crescimento

O grande ponto destacado por Edison Tamascia é que o trade marketing precisa deixar de ser visto como algo opcional e passar a fazer parte da gestão da farmácia.

Quando a loja organiza seu ponto de venda, cuida da exposição dos produtos e adota processos e ferramentas de validação, ela deixa de perder oportunidades e passa a capturar um valor que já existe na indústria.

Ou seja, a estratégia sempre esteve disponível, mas nem sempre acessível. Hoje, com tecnologia, organização e estratégia, esse cenário está mudando. Para o varejo farmacêutico independente, entender e aplicar o trade marketing não é mais um diferencial, é uma necessidade para quem busca crescimento sustentável e aumento de rentabilidade.

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