NR-1 | Gerenciamento de Riscos Psicossociais
📋 O que mudou com a nova NR-1?
Portaria MTE nº 1.419/2024
A Portaria MTE nº 1.419/2024 (com previsão de vigência a partir de 26/05/2025) deu ênfase e incluiu expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).
🎯 O foco é o TRABALHO
Trata-se de avaliar e controlar perigos decorrentes da concepção, organização e gestão das atividades.
🚫 O que NÃO é
Não avalia a vida pessoal do trabalhador fora da empresa nem substitui o exame médico clínico de aptidão (NR-7/PCMSO).
🔄 Como fazer a gestão na prática? (NR-1 + NR-17)
Integração de Normas
A gestão deve ser integrada utilizando as ferramentas de ergonomia previstas na NR-17:
AEP (Avaliação Ergonômica Preliminar)
É obrigatória para todas as empresas (inclusive ME e EPP de grau de risco 1 e 2 dispensadas de PGR). Serve para identificar perigos iniciais.
AET (Análise Ergonômica do Trabalho)
Análise aprofundada exigida em situações específicas da NR-17.
🔎 O Que o Fiscal Vai Analisar?
Auditoria MTE
Durante a fiscalização, o auditor-fiscal do trabalho verificará rigorosamente:
Inventário de Riscos do PGR atualizado contemplando a caracterização das exposições e a descrição dos perigos psicossociais.
Critérios científicos ou institucionais detalhados e expressos utilizados na avaliação e classificação dos riscos.
Realização da AEP (obrigatória para todas as empresas) e registros formais do Plano de Ação com cronograma e resultados.
Comprovação da participação efetiva dos trabalhadores, da CIPA e das representações em todas as etapas.
Atenção Redobrada
Não basta ter o documento na gaveta. O auditor irá checar as condições reais do trabalho (o trabalho efetivamente realizado no dia a dia) para validar se a prática condiz com o papel.
Erros mais comuns (Alto Risco)
Não atualizar o PGR, ignorar riscos ergonômicos e emocionais da organização do trabalho, não envolver a equipe, utilizar ferramentas/questionários sem fundamentação científica ou sem garantir o anonimato do trabalhador e não documentar o plano de prevenção.
🚀 Passo a Passo de Implementação
Guia Prático
Passos Preliminares (Preparação)
- Apoio especializado: Avaliar se a empresa necessita de consultoria ou ajuda técnica profissional.
- Envolvimento total: Incluir direção, gestores, SESMT, CIPA e trabalhadores.
- Comunicação clara: Explicar aos colaboradores que o objetivo é melhorar o ambiente de trabalho e manter o anonimato nas pesquisas/questionários.
Escolha da Estratégia de Identificação
A empresa pode escolher o melhor método para sua realidade:
- Observação direta do trabalho real e conversa com equipes.
- Questionários e pesquisas padronizadas com fundamentação científica.
- Oficinas/Workshops moderados.
Avaliação e Inventário de Riscos (PGR)
- Medir a probabilidade e a severidade considerando as exigências da atividade e as medidas de prevenção atuais.
- Avaliar o trabalho real (como é feito no dia a dia) e não apenas o prescrevido.
- Registrar tudo de forma qualitativa e transparente no Inventário de Riscos.
Plano de Ação e Medidas Preventivas
Priorizar ações organizacionais em vez de comportamentais individuais:
- Redefinir metas e priorizar tarefas.
- Conceder maior flexibilidade e autonomia.
- Implementar pausas regulares longe do posto de trabalho.
- Contratar reforço ou capacitar equipes para redistribuir a carga de trabalho.